sábado, 7 de julho de 2012

Algures...

Li isto algures: "A simplicidade é um tesouro infinito, se não podes ter o que queres, contenta-te com o que tens!" é uma sábia frase, dura, bem verdade, mas sábia. Podia estar aqui a escrever sobre éne características relacionadas com a falta de carácter e valores da sociedade, mas relendo esta frase, apenas consigo lembrar-me de uma: a falta de humildade. Custará assim tanto ser-se humilde?? Custará assim tanto contentarmo-nos com aquilo que nos dão, seja pouco ou muito? Até posso ser acusada de falta de ambição, mas vejamos, existem pessoas cujo pouco que dão, é tudo o que têm!! Não nos podem dar mais porque já nos deram tudo, mas nós, mesquinhos insatisfeitos, achamos que podemos passar esta miserável vida a pedir mais e mais e mais... Isso já acaba por nem ser pedir, mas sim, extorquir, passamos a ser umas sanguessugas a tirar dos outros aquilo a que não temos direito...

Noutros casos, os mais insanos, existem os insatisfeitos com alma de invejosos, que não têm o que querem e mesmo sugando os outros, não obtêm o que desejam e vivem a invejar os outros e a rogar-lhes pragas!

Mundo este hein... Ora então começamos a dar, o que damos não chega, não temos mais para dar e mesmo assim ninguém fica contente connosco?! A minha mãe costuma a dizer uma coisa nestas alturas: "Puta que os pariu a todos!", eu concordo com ela (ou não fosse um conselho da minha mãezinha), puta que pariu as sanguessugas, puta que pariu quem tudo quer que não sabe que tudo perde! Lembro-me quando era pequena que a minha avó deu-me uma nota de 500 paus no dia em que fiz 12 anos, depois o meu avô quando chegou a casa das terras para almoçar perguntou porque não havia pão, a minha avó respondeu porque não havia dinheiro e os 500 escudos que tinha deu-me porque eu fazia anos, peguei na nota dei-lha de volta, ela disse que era a minha prenda de anos, e eu disse que não queria, "Então pede qualquer coisa de prenda!" disse-me ela, "Podes ir comprar pão para o avô?!" foi o meu pedido... Ainda hoje se fala nesta história à mesa quando faço anos, mais para me relembrar a minha falta de ambição e excesso de agradecimentos que faço pelo que tenho que é, rigorosamente, nada, que por outra coisa qualquer!

O facto de sermos humildes (ou tentarmos ser, vá...) não implica que tenhamos de ser o capacho de terceiros (pois o que muita gente pensa, infelizmente, é exactamente isso), ser humilde é um dom, o dom de olharmos com simplicidade para as coisas, sabermos que o que temos tem valor, é dado com vontade e às vezes sem esperar nada em troca, que o que temos apesar de ser pouco é tudo o que alguém tinha para nos dar... a seguir a ser humilde prometo que vou dar umas dicas sobre o que é respeitar... é que a humildade e o respeito andam de mãos dadas, mas fica para a próxima história ou demonstração do que são valores em sociedade! ;)




sexta-feira, 6 de julho de 2012

!!!

Marcante!!

Esforço, pede-se!!!

Ao chegar aos 27 anos, chego à conclusão de que às vezes mais vale fechar os olhos a certas coisas e fazer de contas que realmente Portugal é nosso e que realmente a vida é linda! As pessoas parece que se habituaram ao comodismo e nada fazem para mudar e melhorar a sua condição...

É a verdadeira imbecilidade do "deixa andar" ou "amanhã também é dia", nunca vi tão pouca vontade em fazer qualquer coisa como ultimamente, é como se vivessemos a adiar tudo, desde os projectos profissionais, aos projectos pessoais, ninguém se preocupa com ninguém, nem consigo próprio! E o mais irónico é que toda a gente acha que faz muito, eu também acho que fazem... muita merda!

Adiam-se situações de vida importantes, não se pensa em arriscar para mudar, tipo "não consigo trabalho aqui, vou procurá-lo noutra cidade" ou uma situação ainda mais arrojada "não consigo arranjar um trabalho, vou criar o meu próprio trabalho", não, é um deixa andar... "enquanto houver subsídio de desemprego eu cá vou sobrevivendo". Outra questão que me mete uma impressão fora do normal, é quando se adiam questões ligadas aos sentimentos, como se pudessemos, ou tivessemos o direito de fazer o outro ficar pendurado tipo sardinha no anzol de uma cana de pesca "eu não o amo, mas ele ama-se a mim, isso chega", NÃO CHEGA PORRA!!! Assim como não tem nexo andar a remar num rio seco que é estar desempregado e ir sempre bater à mesma porta como quem acredita no Pai Natal à espera que o patrão daquele tasco venha a ter uma pinga de pena...

MEXAM-SE!! FAÇAM ALGUMA COISA!!! Se alí não se arranja trabalho, vai-se à procura noutro sítio;  se não se ama, mas, respeita-se o sentimento do outro, então vamos aprender a amar quem temos à nossa frente e até a pele dá por nós se for preciso!!

Realmente, houve quem disse-se que o sonho comandava a vida, mas tem de ser o sonho realizado. Temos de sonhar, mas também temos de fazer e fazer os sonhos realizarem-se é urgente e necessário para que, então, o mundo consiga pular e avançar, como diz o poema!

É muito bonito e compensador chegar ao fim do dia com aquela sensação de missão cumprida, de que, de alguma forma, contribuimos para que algo fosse feito em prole da humanidade... Toca a mexer, toca a fazer acontecer, toca a amar e não apenas ser amado e esperar que algum ser divino se encarregue de fazer acontecer por nós!

E aproveitando a, ainda, ressaca do Euro2012, que ainda se faz sentir, já o hino português diz: "Contra os canhões, marchar, marchar!", acho que não é por acaso que até o hino pede para que ninguém esteja parado....

quinta-feira, 1 de março de 2012

A bela arte de não fazer nenhum...

Quem nunca passou pela situação de estar em casa a fazer nenhum e pensar com o cérebro todo para inventar o que fazer, que me atire com a primeira pedra...

É verdade, na terça-feira acabou-se o meu estágio de sete meses e agora estou em casa a fazer nenhum... Nenhum é como quem diz, estou lentamente a arrumar as minha coisinhas para voltar ao doce lar das Beiras, passo roupa, faço outras merdas domésticas, mas não é a mesma coisa...

Até que me habitue a não ter o despertador a tocar àquela X hora, que não tenho de sair de casa com aquele X tempo de antecedência por causa do trânsito e àquela rotina deliciosa em que até às 16/17h estou com a minha cabeça ocupada a produzir... Bem, isto vai levar tempo...

Como ainda estou em Lisboa até Domingo, estes dois dias que ainda me restam vão ser aflitivos, eu realmente preciso de fazer alguma coisa de útil para a humanidade... Não consigo estar parada, é contra a minha natureza...

No entanto, mesmo sem ser nada de produtivo, tenho andado a organizar ficheiros no computador... Isto anda um pouco desorganizadito... E fiquei a saber que sou uma coleccionadora abusiva de fotos (tenho mais de 2000), de receitas (sem exagero tenho prai umas 400...), de devaneios (muitos, não sei quantos) e de excertos/saídas de textos para pôr no meu relatório de estágio (muitos também)... Já para não falar de documentos em PDF para me ensinarem a escrever de novo depois de andar à 19 anos na "escola"...

Hoje esteve um dia particularmente bom para as arrumações no quarto. Choveu a potes quase todo o dia, a minha caminhada ficou adiada para quando o tempo melhorar, o carro que precisava de ser lavado... Acabou por ficar lavado, mas com a água da chuva, queria ver se descobria (agora passados sete meses) o caminho para Carcavelos, até como forma de ver se a porcaria do GPS (que vou precisar dele no Domingo para, pelo menos, sair de Lisboa) ainda funciona ou pifou de vez... Enfim, o bem precioso que tanto precisamos, veio finalmente e como tal, pela primeira vez em anos, não fiquei chateada com um dia de chuva.

As arrumações ao quarto serviram para me ensinarem uma coisa: mesmo que não ande com muitas coisas às costas, porque não ando mesmo, quando me mudo para algum lado, só devo trazer o exclusivamente necessário, tudo o que "possa vir" a precisar, não é certo que precise, depois ando a acarretar com coisas desnecessárias... No meu caso, foram livros, trouxe bastantes livros para estar ocupada nos meus tempos livres, afinal acabei por ler metade de um que por acaso até foi oferecido no Natal, aqui em Lisboa...

E por falar em regressos a casa, eu sei que não gosto de Viseu, Viseu sempre me irritou... Viseu, para mim é um buraco cuja evolução se encontra a anos-luz... As pessoas têm a mente fechada e nada fazem para saírem da pescadinha-de-rabo-na-boca em que transformaram as suas próprias vidas... Mas confesso que já estou a precisar de voltar a Viseu, nunca mais é Domingo! Preciso de voltar ao meu Fontelo... Preciso de ir passear à Cava de Viriato, quero sentar-me nos jardins do Forum, quero ir ao Parque Aquilino Ribeiro e passear naquelas ruas desinteressantes, mas que são a minha casa, que me conhecem tal como eu as conheço a elas, preciso dos meus amigos que lá deixei, como de pão para a boca... Preciso de respirar Viseu durante algum tempo, até tomar balanço e partir para outro destino (se chegar a partir para algum lado vá!!)...

Esta arte de não fazer nenhum, também nos ajuda a parar para pensar. Pensar no next step, tomar balanço para a próxima actividade que vamos fazer e como a vamos fazer... é o tempo, que apesar de secante, é o mesmo tempo de excelência, para fazermos um exame de consciência sobre aquilo que foi feito e que se pode repetir e aquilo que foi feito, não deveria ser feito, e deve ser atirado para o arquivo morto!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Metallica (my beloved)

Los Angeles, um novo conceito de música nascia, mas precisamente a 28 de Outubro de 1981. Lars Ulrich, um baterista farto de estar na garagem, decide arriscar e pôs uma publicidade num jornal local onde procurava um guitarrista. Eis que o nome mais famoso do heavy metal, James Hetfield, responde.
O grupo também era composto pelo guitarrista solo Dave Mustaine e o baixista Ron McGovney. Estes dois seriam mais tarde substituídos por Cliff Burton no baixo em 1982 e Kirk Hammet, em 1983, na guitarra líder…

Metal Mania ou Metallica?

O next step de uma banda passa sempre por arranjar o nome com que se identifiquem e com que os fãs a identifiquem. Porém, com os Metallica, não deve ter havido esse grande dilema. Lars Ulrich não devia estar para grandes piadas quando Ron Quintana, um amigo seu, lhe propôs o nome Metal Mania, e escusado será dizer que lhe deve ter saído na altura um what the hell pejorativo e pouco simpático em direcção aos ouvidos de Quintana.
Metallica, é este o nome que há 30 anos faz as delícias dos fãs de thrash metal e não só… Os trabalhos falam por si e as famosas trocas de baixistas também. Esta última parte da frase, façam o favor de não a dizerem ao Lars senão viramos Rons Quintanas…

O dia D de Dave Mustaine

Já se sabe que quando se ingere álcool e drogas o mais provável é perder-se a razão. Alguém deveria ter explicado isto ao Dave quando ele decidiu andar armado em carapau de corrida em palcos e fora deles. Tal como James Hetfield, Dave respondeu a um anúncio num jornal, feito por Lars. O alto espectáculo de guitarras, o que eu vulgarmente chamaria de “artilharia pesada de cordas”, não deixou o baterista e o guitarrista rítmico ficarem indiferentes, o contrato foi imediato.
O primeiro espectáculo dos nossos metaleiros preferidos com Kirk Hammet fio a 16 de Abril de 1983, todos devem estar neste momento a questionar onde é que pára o Dave Mustaine a esta altura do campeonato… Ora a sua conduta simpaticamente violenta e infestada de álcool e drogas, dez com que Ulrich e Hetfield não estivessem com meias medidas e o corressem da banda, James já admitiu em entrevista que apesar de ser um guitarrista passado não merecia ser corrido a pontapé, mas que na altura não tiveram escolha.
Mustaine não cruzou os braços, e se fosse português afirmaria com orgulho que o que não o matou, tornou-o mais forte, assim nasceu Megadeth, aquela que podemos chamar de banda metal arqui-rival oficial dos Metallica. Escusado será dizer que depois da expulsão agreste, Dave fez questão de mostrar todo o seu não-carinho pelo seu substituto Kirk, aliás fica para a história a famosa frase proferida pelo, na altura, recém-despedido Dave Mustaine: “Hammet roubou o meu trabalho, mas pelo menos eu dormi com a sua namorada antes de ele ter o meu trabalho – como eu gosto Kirk!”, obviamente as acusações não ficaram por aqui e o antigo guitarrista afirmou que Hammet transformou-se num músico famoso à pala de tocar músicas da sua autoria.
Dave Mustaine ainda esteve no centro da polémica Go Away Ron McGovney e Play With Us Cliff Burton. Os fãs de Mustaine ainda hoje defendem que se o Cliff fez parte da banda o deveu a Dave. Os haters acham que quem teve verdadeiramente mão no assunto foram Lars e James. Kirk Hammet limitou-se a ver a bola da bancada central…

O murro no estômago que Cliff Burton deu…

Estávamos em 1982 quando Lars e James assistiram a um espectáculo de uma banda chamada Trauma, pelos vistos o trauma foi bom porque depois de Cliff Burton ter tocado baixo e ser apresentado, nunca mais lhe largaram as pernas das calças. Abençoado pedal wah-wah… Este facto a juntar-se ao outro facto de Ulrich, Hetfield e Mustaine estarem de cabelos em pé com McGovney que era o calão de serviço estilo boss que "não contribuía em nada, apenas seguia", levou a que Burton fosse bombardeado que pedidos, que arrisco a dizer quase implorados, visto que no início torceu várias vezes o nariz só de pensar em tocar nos Metallica…
Em Março de 1983 Cliff deu o ar da sua graça já na sua nova banda… No entanto, porque nesta vidinha não se dá nada a ninguém sem algo em troca, os restante Metallica partiram com malas e bagagem para San Francisco, ou isso, ou não havia Cliff para ninguém… Haja pulso Sr. Baixista!!
Infelizmente porque a divina providência às vezes lembra-se de fazer asneiras, a 27 de Setembro de 1986, durante a turné Damage Inc na Suécia, o baixista modelo para muitas bandas, morre. O autocarro da banda desliza no piso escorregadio e capota, Burton foi cuspido durante o despiste e acabou esmagado por baixo da viatura.
Apesar da continuação da banda ter sido posta em causa, este acontecimento fortaleceu o laço existente entre os restantes três membros e com a ajuda dos familiares de Cliff (a mãe é a maior fã da banda) partiu-se em busca de um novo baixista que honrasse e estivesse à altura do menino-prodígio que morreu na flor da idade, tinha 24 anos.
A música "To Live is to Die" é uma homenagem póstuma a Burton. Na música podem ser ouvidas frases na voz do imortalizado baixista como: "Quando um homem conta uma mentira, mata alguma parte do mundo. Estas são as pálidas mortes com que homens desperdiçam as suas vidas. Não posso suportar, presenciar isso tudo. O reino da salvação não pode me levar para casa?". O corpo de Cliff foi cremado e as cinzas lançadas em Maxwell Ranch. Na cerimónia, foi tocada a mítica música instrumental "Orion" (que as más línguas dizem ser usada para testar os equipamentos durante os concertos) do álbum "Master of Puppets".

O mal-amado Jason Newsted…

A 28 de Outubro de 1986 os Metallica conhecem um novo membro, o carismático Jason Newsted, cuja vida não foi muito facilitada na banda. Inicialmente porque, apesar de Lars, James e Kirk gostarem, o estilo foi sempre considerado um far away daquilo que os Metallica faziam, depois, o mais cruel cartão-de-visita que se pode dar a uma pessoa: Jason vivia na sombra do Cliff Burton, se o Cliff não tivesse morrido Jason não era ninguém. As exigências à volta de Newsted eram muitas e duras, Jason não só tinha de agradar aos seus colegas de banda como, também, aos fãs que esperavam dele, pelo menos, o mesmo que tiveram do Cliff, já que Jason nunca poderia ser melhor.
Errou bastante quem pensou que Jason Newsted era um anjinho sem classe nenhuma no metal, o jovem chegou, viu e venceu. Apesar de ser o bombo da festa e vítima do mau ambiente que se vivia na banda enlutada, e o álbum …And Justice For All, ter sido na altura apelidado de fiasco embora fosse este o álbum que levou a banda à verdadeira e notória fama que tem hoje, Jason tinha presença em palco: cativava o público, segurava-o, cada solo era uma forma de calar as críticas… E o melhor e mais caricato de tudo: quando abria a boca para cantar, James Hetfield não tinha outra opção a não ser… calar-se!
Uma das capas que mais controvérsia criou foi a do álbum Garage Inc. Na capa do James, Lars e Kirk aparecem juntos, enquanto Jason Newsted está sozinho, afastado deles. Muita tinta se gastou a escrever especulações sobre esta ‘situação’, como sempre a culpa nunca foi dos três ‘mosqueteiros’…
Em 2001 novos planos foram feitos para a banda voltar ao activo, fazer-se á estrada e voltar aos palcos, no entanto, Jason não estava para aí virados e decidiu fechar a porta por supostas "razões pessoais e danos físicos causados a mim mesmo ao longo dos anos pela forma de tocar a música que amo"…
Já em no decorrer do ano 2000, Jason tinha co-fundado um projecto idealizado por si e paralelo à sua banda principal, o projecto é a banda Echobrain, esta banda foi o filho que Newsted nunca teve, criou-o de raiz e gastou nele o dinheiro que ganhava como baixista nos Metallica. O excesso de preocupação pela banda paralela que acabou por ser um alvo a abater e algo indesejável criou tensão entre Jason e os restantes membros dos Metallica. Foi o princípio do fim da presença de Newsted na sua banda principal.
Se Jason tinha vontade de lançar um álbum com os Echobrain. James Hetfield sempre abominou tal acto e afirmou que quem se preocupava com projectos paralelos acabava com a força dos Metallica. Jason revoltado começa a atacar James e evidenciou as contribuições de James para com outros projectos musicais fora da sua banda. Obviamente que James, numa tentativa de salvar a sua honra e imagem que detinha, especialmente junto de Lars que o contratou, disse que não estava ligado a qualquer tipo de projectos ou banda musical que não fosse os Metallica, e saltou em cima de Newsted com provocações, entre elas, perguntas como quando é que a treta dos Echobrain iriam acabar, quando é que haveria uma turné, ou se Echobrain era mesmo uma banda… Jason não aguentou a pressão e abandonou os Metallica.
Mais tarde Lars Ulrich, Kirk Hammett apareceram num concerto dos Echobrain com a boa intenção de congratularem o antigo baixista depois da apresentação da sua nova banda, no entanto e de forma comicamente suspeita, Jason Newsted simplesmente desapareceu…
Newsted nunca foi esquecido pelos fãs de Metallica, obviamente haverá quem ainda o apelide como uma sombra do Cliff Burton, mas ninguém esquecerá as doses de baixo que humildemente Newsted oferecia aos fãs, as demonstrações de carinho e toda a paixão que depositava tanto nos Metallica como quando tocava o seu baixo… Na minha opinião um desperdício…
A banda simplesmente não parou com este ‘pequeno’ percalço e mais uma vez novas audições foram feitas para encontrar o tal baixista ideal sempre ambicionado, aquele que honraria o nome de Cliff Burton, aquele que tocava à primeira a ‘Orion’ sem se atrapalhar, mas acima de tudo um que não cantasse e fizesse calar o James Hetfield, afinal a cara da banda é a cara da banda e ninguém o pode calar!

O bem-aventurado Robert Trujillo…

Um mal nunca vem só e a saída de Jason Newsted foi só o princípio de muitos estragos da banda depois da chegada do novo milénio. Decorria o mês de Julho de 2001, e apesar de ter sido no mês em que faço anos juro que não roguei nenhuma praga ao nosso vocalista preferido, James Hetfield entrou em reabilitação por causa do seu alcoolismo e outros vícios (é de mim ou foi por este mesmo motivo que expulsaram o Dave Mustaine ao pontapé da banda?!), e durante quase um ano que a banda praticamente hibernou.
Mesmo com o James de volta o regresso da banda foi lento, diria mesmo quase ao passo de caracol, a falta de vontade de trabalhar do Kirk, a mania da invenção do Lars, a ressaca permanente do James e a actuação quase imperfeita do pseudo-baixista Bob Rock resumiram-se num conhecido nome: St Anger… Se me permitem a revolta: caramba eu gostei deste álbum e adoro a música homónima! Porque é que não a tocam nos concertos?! Até ganhou um Grammy para Melhor Desempenho Metal… Este mundo está perdido…
Começa o ano de 2003, depois do, designado por todos, álbum da desgraça, os Metallica não tiveram outra alternativa senão mexer as mãozinhas e os pezinhos, para não dizer outra coisa, e começarem à procura do Robert Trujillo… PERDÃO… De um novo baixista para substituir Jason Newsted!
Um menino muito bonito com um nome que soa às línguas das Américas Latinas decidiu tentar a sua sorte para entrar naquela banda muito famosa que tocava metal… Aparentemente um acto perfeitamente normal, não se desse o caso de Trujillo ter pouco de iniciado a tocar um baixo, ter corrido uma série de bandas, ter aberto um dos concertos dos Metallica e ser o menino bem do, não muito normal mas sempre credivelmente famoso, Ozzy Osbourne… Ou seja o berço que Jason Newsted não teve para impressionar a malta Metallica.
Após ver alguns vídeos sobre as audições que foram feitas aquando a escolha de Trujillo para ocupar o trono de baixista, se me permitem, aquilo soa-me tudo a muito exageradamente falso, aparece, às vezes, o James em tom de sacristia a dizer que ele é bom, como se não o conhecesse de lado nenhum, e o Lars, quase sempre, com a sua habitual atitude hollywodesca, típica de americvano, a dizer que ele é o simply the best, tenho cá para comigo que de o Lars fosse português, diria que o Trujillo era o special one…
Death Magnetic já contou com a presença de Robert Trujillo, que penou um bocado antes de entrar em trabalho, visto que a banda em 2005 fez uma hibernação para estar com a família e os amigos porque conviver com quem nos é próximo também é muito preciso para pôr-mos a cabeça no lugar e os pés assentes em terra. Contudo, Death Magnetic também foi um álbum chacinado pelos fãs quando saiu… será isto uma sina ou uma qualquer forma de praxe para os novos baixistas?!
Que não haja dúvidas de que, apesar de estar há pouco tempo na banda, Robert Trujillo já tem um lugar cativo, se não for no coração dos fãs é, sem dúvidas, no coração dos colegas de banda, que o admiram e dão-lhe a segurança que sempre negaram dar a Newsted.

O começo das guitarradas
Kill ‘Em All ou será Metal Up Your Ass?!

Bom ou mau, duas coisas são certas: a primeira é que é o álbum de estreia e a segunda é que a alta definição de hoje faz milagres… Alguém se lembra de ouvir o James com aquela voz?! Nem eu…
            Inicialmente era para se chamar Metal Up Your Ass, mas o excesso de pudor da gravadora ditou que o nome fosse alterado e assim aconteceu. Ainda chove o bom gosto de Dave Mustaine nas dez faixas que podemos encontrar neste álbum.
Os números a destacar deste álbum são: a sua vinda ao mundo a 25 de Julho de 1983, a sua tripla platina e os 3 milhões de cópias vendidos em todo o mundo.

Ride the Lightning

É o segundo álbum de estúdio da nossa banda de thrash metal muito amada. O seu lançamento deu-se a 19 de Novembro de 1984 e não é por acaso que este é só um dos primeiros álbuns da banda na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. É de se terem orgasmos auditivos de cada vez que se ouve as faixas, uma grande honra para quem se deu ao luxo de ter este álbum em casa. Aliás se me permitem o abuso dever-se-ia ter duas cópias do álbum em casa, uma para a posteridade, outra para se rodar vezes sem conta na aparelhagem, computador ou aparelho que aguente fortes rotações sem “ataques cardíacos”.
Diz-se que o nome desta obra-prima é uma gíria usada entre presidiários para designar os condenados à morte na cadeira eléctrica, que coisa tão heavy metal, uma verdadeira delícia para quem vive e convive com o espírito metaleiro. As letras do álbum abordam o desespero, morte, medo da perda e descrença. O que se torna até cómico, pois para quem sabe avaliar a boa disposição, farra é com os quatro meninos… Uma coisa tão séria vinda desta gente, põe qualquer fã a pensar…
Tal como aconteceu com Kill ‘Em all os números deste “menino” também foram simpáticos, o álbum vendeu mais de 5 milhões de cópias nos Estados Unidos.
Ride the Lightning é também o último álbum onde o saudoso Dave Mustaine aparece entre os créditos das canções depois de ser expulso dos Metallica, na verdade seu nome aparece em duas faixas: "Ride the Lightning" e "The Call of Ktulu", afinal o álcool e as drogas podiam, muito bem terem sido perdoadas com uma terapiazinha de choque não tão brusca…

Master of Puppets ou quele que toda a gente pensa que foi o primeiro albúm dos Metallica?

Toda a gente diz disparates na vida, mas depois de um pequeno inquérito que fiz junto de amigos cheguei à infeliz conclusão de que das duas uma: ou os meus amigos não percebem nada de metal e não conhecem Metallica de lado algum, ou então até conhecem Metallica mas do Youtube!! Todos sem excepção, e ainda perguntei a nove alminhas, responderam-me que Master of Puppets foi “sem dúvidas” o primeiro albúm dos Metallica… ERRADO!!!
Este é o terceiro álbum de estúdio lançado pela banda em 21 de Fevereiro de1986, pela Elektra Records. É simplesmente reconhecido como um dos maiores álbuns da história do metal. O álbum reúne a agressividade e a velocidade de Kill 'Em All, com a técnica de Ride the Lightning, em composições extremamente elaboradas, com riffs e solos complexos. Segundo Ozzy Osbourne, Master of Puppets é o que se fez de melhor na história do Heavy Metal. Em 2006, a banda iniciou uma turné de aniversário dos 20 anos do álbum e tocou o disco na íntegra. A turné também foi uma homenagem aos 20 anos da morte do baixista Cliff Burton. Em 2004, a banda de metal progressivo Dream Theater fez um álbum cover regravando todas as músicas do mesmo.

…And Justice for All

É o quarto álbum de estúdio da banda norte-americana de thrash metal/heavy metal Metallica, lançado a 25 de agosto de 1988. Este é o primeiro álbum da banda com o baixista Jason Newsted, que entrou na banda depois da morte de Cliff Burton.
Os temas obscuros, com fortes referências à injustiça no sistema de leis, opressão, guerra, insanidade e ódio. Tem a estrutura musical mais complexa de toda a discografia do Metallica. O álbum também é notado pela falta de um baixo audível e uma produção simples em excesso. O álbum vendeu mais de 8 milhões de cópias nos Estados Unidos.

Metallica ou Black Album

É o quinto álbum de estúdio lançado a 12 de Agosto de 1991. Com as faixas "The Unforgiven", "Enter Sandman" e "Nothing Else Matters", tornou-se no álbum de maior sucesso do grupo, tendo vendido cerca de 15.664.000 de cópias apenas nos Estados Unidos, sendo o álbum que mais vendeu no país e mais de 22 milhões no resto do mundo.
A capa do álbum tem somente o logótipo da banda e uma cobra enrolada, derivada da bandeira de Gadsden. O lema da bandeira de Gadsden, "Don't Tread on Me", é usado como título de uma das músicas do álbum.

Load

É o sexto álbum de estúdio lançado em 1996. Até à data, o álbum vendeu mais de cinco milhões de cópias nos Estados unidos e foi certificado com de disco ouro no Reino Unido, vendendo mais de 100 mil cópias. E ficou ainda no topo da tabela musical, Billboard 200, quatro semanas seguidas.

ReLoad

Benvindos ao sétimo álbum de estúdio lançado a 18 de Novembro de 1997. Este álbum junta todas as “brincadeiras” feitas pela banda que não ficaram incluídas no álbum anterior daí esta obra chamar-se ReLoad, há quem defenda que este é um álbum mais comercial e um chamariz para a compra do álbum anterior, o que no meu ponto de vista não faz muito sentido ao avaliarmos as vendas conseguidas pelo Load, acho é que a fama e proveito obtidos pelo Black Album subiram um pouco à cabeça da banda.
O álbum vendeu mais de 4 milhões de cópias nos Estados Unidos e foi, também, disco de Ouro no Reino Unido, tendo vendido mais de 100 mil cópias, não sei de que é que se queixavam afinal…

St. Anger

É o oitavo álbum de estúdio lançado pela banda em 2003… Apesar de muito criticado inicialmente, a opinião da crítica é de que, apesar da falta de solos e da produção pobre, é um álbum que fez os Metallica voltar às suas origens com um som mais agressivo.
James Hetfield considerou que a banda perdeu o foco no álbum porque estava num momento complicado, complicação essa, que poderia resultar num extremo, ou seja, se na altura qualquer ideia que tivessem fosse recusada, poderia resultar numa crise e levar a banda ao fundo do poço, aliás os fãs acharam isso quando ouviram este álbum mal-amado.
St. Anger teve uma boa estreia, apesar de “muito mau” teve boas vendas e chegou ao top de vendas em 30 países, incluindo a Billboard 200 dos Estados Unidos. Em 2004, St. Anger ganhou o Grammy Award de "Melhor performance de Metal". O álbum vendeu mais de 5 milhões de cópias em todo o mundo.

Death Magnetic

É o nono álbum de estúdio da, lançado em 12 de setembro de 2008 pela Warner Bros Records.
É o primeiro disco com a participação do baixista Robert Trujillo, assim como o primeiro a ser produzido por Rick Rubin e também o primeiro álbum a ser lançado pela Warner Bros Records, embora eles ainda continuam com a Warner Music Group...
Este é o álbum de estúdio da banda que pela quinta vez consecutiva, entra directamente no número um da Billboard 200, tornando os Metallica a primeira banda a atingir um número consecutivo cinco estreias.
Este álbum é considerado o retorno dos Metallica ao quadro do tempo de Master of puppets, com maior tendência ao thrash metal do que ao heavy metal, diferente dos seus 3 álbuns anteriores, Death Magnetic até hoje já vendeu mais de 9 milhões em todo o mundo.

Lulu

Uma parceria entre Lou Reed e Metallica… Quem é fã de Lou Reed, gosta. Quem é fã de Metallica… Vai ouvir Master os Puppets!

Às vezes, quem espera por sapato de defunto, morre descalço...

Quantas vezes já não vos apeteceu dar um empurrão ao estupor, ou mais ou menos estupor, que vos acompanha no dia-a-dia, para avançar, dar o maldito passo em frente que tanto falta?!

Infelizmente, há gente assim por toda a parte! Não será a primeira nem a última vez que se ouvirá conversas com o seguinte conteúdo: "Aquele rapaz de quem gosto, não diz nem que sim, nem que não, fica-se pelo talvez um dia"; "Estava na fila do supermercado para pagar, e o raio da velha que estava à minha frente decidiu devolver 349 produtos porque não reparou no preço e a moça da caixa não estava a despachar..."; "O meu filho não ata, nem desata na universidade, não consegue mesmo fazer nada!"; "Estou à espera que reconheçam o meu trabalho na empresa e nada...".

O ritmo no mundo do trabalho, do amor, da escola, da vida, do raio que parta tudo, acelerou a uma velocidade inimaginável. e não me digam que as coisas não andam ligadas, porque por mais que nos esforçamos, se a vida amorosa parar e ficarmos ali com aquilo entalado, temos menos vontade de viver, de trabalhar, de ir para a escola, de aturar quem que que seja. Mas, por que esperar - pensamos - se podemos ter o que queremos imediatamente? é aí que quero chegar, já ninguém sabe esperar. As pessoas querem um bom trabalho agora, querem que o gajo se decida neste segundo, que as boas notas saiam já hoje em vez de saírem em Abril, etc, etc, etc.

Ninguém quer esgotar a paciência a espera dos seus quês urgentes. Entretanto, a nossa sociedade está a privar-nos rapidamente de uma rara habilidade para a vida: a arte de esperar!

Hoje parece que temos que fazer tudo a correr, sem sabermos bem o porquê. As pessoas vivem permanentemente ocupadas, todos estão apressados. Porém, há virtude na espera, algo que não podemos alcançar reduzindo o tempo. E até podemos usar um provérbio inglês, para as questões do coração: "Love me little, love me long...".

Os bons vinhos são fermentados durante anos. Uma refeição primorosa não se prepara no microondas. Árvores fortes, grandiosas, não crescem da noite para o dia. Uma bela pintura não pode ser criada em minutos. As qualidades de bons líderes e daqueles que admiramos não são conquistadas em horas. E o amor... Aaaahhh o amor... Esse para ser bom tem de ser sentido com tempo e muita paciência.

Afinal quem espera por sapato de defunto, pode perfeitamente morrer calçado!!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Basta!

Há muito tempo que ando para ter um pequeno "desabafo" virtual, se ainda não o tive, foi porque me contive bastante e tentei à força toda não dar muita importância ao caso. No entanto, cheguei ao meu ponto de saturação e decidi deixar aqui umas palavra, pois, as redes sociais não servem apenas para partilhar parvoíces, fotos ainda mais parvas e ligações descontextualizadas. As redes sociais, quando bem utilizadas, também servem para deixar aviso, ou, reitero, "desabafos" como é o meu caso.

Há já algum tempo que tenho andado a ver, ouvir e ler coisas com um sentido completamente pejorativo e ignorante sobre a Comunicação Social.

Eu sou licenciada em Comunicação Social! E tenho muito orgulho nisso, sou licenciada em Comunicação Social com variante em Marketing e actualmente encontro-me a tirar mestrado em Comunicação e Jornalismo. E tenho MESMO muito ORGULHO nisso! Passo a explicar: para quem não sabe, Comunicação Social não abrange apenas jornalismo, abrange jornalismo, marketing, publicidade e relações públicas... Logo não percebemos apenas de uma coisa, mas de várias.

Não foi há muito tempo que vi a circular uma foto pelos meus contactos (vi a foto várias vezes) com comentários depreciativos e, perdoem-me a minha sinceridade, completamente ignorantes sobre uma promoção da FNAC que envolvia a troca de produtos de cariz cultural. "Troque os Maias pela Meyer", confesso que para os mentecaptos que habitam na nossa sociedade foi uma escolha de difícil compreensão e, por isso mesmo, má. Para quem sabe o que é marketing e publicidade, sabe que as "forças de expressão" e os trocadilhos é que funcionam, para facilitar a memorização do serviço ou produto. Se a intenção da marca fosse mesmo a troca dos Maias pelos livros da saga Crepúsculo, então o slogan seria "Troque o Eça de Queirós Pela Stephenie Meyer"...

Em relação à dúvida, na minha opinião, burra, que se gerou em torno do trabalho da Meyer ser ou não cultura... Bem... Devo dizer que a cultura pode manifestar-se de várias formas: pela leitura, pela música, pela escrita, pelo cinema, pela gastronomia, entre muitas outras coisas... A saga Crepúsculo é composta por cinco livros (Crepúsculo, Eclipse, Lua Nova, Amanhecer e A breve segunda vida de Bree Tanner) e quatro filmes (Crepúsculo, Eclipse, Lua Nova, Amanhecer)...

Outra coisa que me anda a causar espécie é a forma como vejo que tratam os jornalistas... Não sei por onde deva começar, se pela junção de termos que culminam com a frase "filhos da puta", ou se pelo termo "vendidos"... Existem vários tipos de jornalistas, os pivots, os editores, os repórteres, os foto-jornalistas, os operadores de câmara, etc... A esmagadora maioria dos jornalistas que dão as notícias ao público são pequenos-médios jornalistas, são pessoas como as outras (que têm outras profissões pelos vistos mais dignas) que têm família para sustentar e contas para pagar ao fim do mês e lutam. Lutam muito, porque não se pense que um jornalista é um tipo rico (não estou a falar dos pivots, nem dos dinossauros), muitos de nós vamos para a guerra, sujeitos a levar um tiro nos cornos, ou para o meio de uma guerra de claques levar com very-lights, ou a ser apalpados (no caso das jornalistas), entre outras situações, muitas das vezes em troca de 600/700€...

Um jornalista baixo-médio, quando faz uma notícia, é para o público em geral, e não exclusivamente para a pessoa A, B, ou C! Se existem trocas de favores (dinheiro) de certeza que não passa pelas mão do totó do jornalista pequenito, passa pela mão de outros, que mandam em nós. O que o público ignorante e estúpido não sabe, é que muitas das vezes o texto ou peça que vêm já tiveram mais de 10 versões, que fazemos uma e outra, e outra vez a mesma merda que está sempre a ser reprovada, até fazermos aquilo que os outros querem. Mas, o clássico jornalista a quem chamam de "filho da puta" e "vendido" é exactamente aquele não é nem uma coisa, nem a outra!

Costuma-se a dizer que a falta de actividade e cultura geral faz com que o povo se entretenha a criticar! Concordo plenamente!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Quando já nada surpreende

"A mente é uma tábua rasa onde a experiência escreve", aprendi esta frase nas aulas de Filosofia quando andava no 10º ano, confesso que nunca mais a esqueci e há medida que os anos vão passando (já lá vão quase 12), cada vez dou mais razão à sua existência.

O ser humano é um pequeno animal ou caixinha de hábitos. O que, no início, nos surpreende, no final, torna-se algo de certa forma banal já sem interesse nenhum. O que hoje nos choca, amanhã transforma-se, nalguns casos, num modus vivendi.

Há meio ano atrás, se visse uma notícia onde se dizia que um homem-bomba fez-se explodir e matou vinte no Iraque, a minha reacção seria: "Que horror, esta gente não tem um pingo de humanidade!". Actualmente, passados quase sete meses, se vir uma notícia onde se diz que os confrontos na Síria já fizeram cinquenta mortos, o meu pensamento é "Só cinquenta?! Foi um bom dia!".

A morte, a vida, a guerra, a paz, a fome, a crise, as doenças, etc, com o passar dos anos tornam-se temas kinky... Nos jornais, televisão, rádio, já não se arranjam temas novos e as pessoas vivem condicionadas à mesma coisa todos os dias, trezentos e sessenta e cinco dias por ano! Daí as pessoas transformarem-se em robots, ou pedras! Se se encontra alguém sensível, às vezes não sabemos responder-lhe à altura, porque estamos gelados e anestesiados com o que vemos e ouvimos...

Não podemos esquecer que, no meio do mundo caótico em que vivemos, existem pessoas com sangue a ferver nas veias e um coração que bate! Muitas vezes, devido à frieza com que somos obrigados a ver as mais diversas situações no mundo, pensamos que somos inofensivos a dizer qualquer coisa (e até somos, porque somos naturais a dizer as coisa, nem sequer nos passa pela cabeça magoar o nosso destinatário) e acabamos por ferir pessoas doces e lindas, pessoas que nos querem bem. O problema que se põe, depois, é na compreensão. Nós (os "frios") não conseguimos compreender onde foi que magoámos, a pessoa com quem comunicamos... Interrogamo-nos "Mas o que é que eu disse?", "Eu não disse nada de mal?", "Magoar?! Eu?! Mas eu não quero magoar ninguém!!"... Entre outras questões, porque nós os "frios", também somos sensíveis, mas como estamos mais expostos à violência, não nos apercebemos que de um momento para o outro ficamos brutos, verdadeiros ursos!

Acho que deveria haver um programa psiquiátrico para os "frios", um programa de treino de sentidos, para sabermos educar a nossa frieza e reconhecer quando temos uma pessoa sensível e meiguinha à nossa frente. Porque se vamos viver apenas a analisar actos vis, perdemos a noção de como é ser amável, generoso e, até, boa pesoa!

Não podemos viver num mundo onde nada nos surpreende, porque todos os dias existem surpresas lindas e prontas para nós... Pessoas com um coração e braços abertos para nos receber!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Às flores é que é bom...

Deixem-me ver se percebo alguma coisa disto... O meu clube, o Sporting Clube de Portugal, anda numa de mostrar sabe-se lá o quê a caminho do balneário... Ora há uns tempos, não muitos, o intuito era captar a atenção para a violência no desporto. Escolheram imagens, na opinião de alguns, fortes, na minha opinião: eu é mais bolos! A ideia até que teve a sua graça, sobretudo, porque aproveitaram a ida dos dragões a Alvalade para verem a exposição, e todos nós sabemos que os portistas nada têm de violentos... E se houver quem o ache, a primeira área de serviço que se acuse!

O facto das imagens serem extremamente violentas (wtf?!) levantou ondas junto da Comunicação Social e outras pessoas que para aí andam... O clube viu-se obrigado a tirar de lá tanta agressividade e apostar num novo look. 

Confesso que gosto de flores, adoro, são lindas, trazem vida e alegria a um espaço qualquer que seja, mas num estádio?! Com matulões a passarem ali?? Começo a desconfiar que a atitude do Bojinov ontem à noite, teve a ver com o corredor... Parece-me que ele não deve gostar muito de girassóis... Senhor presidente, veja lá isso se faz o favor!

Uma coisa é certa, o que quer que o Sporting passe a pôr naquele corredor, vai com certeza ser criticado. Quem não tem mais nada para fazer na vida, fala... E regra geral fala mal! Se as imagens eram violentas...Eram um horror (ai credo)!! Se são às florzinhas é abixanado... Entendam-se!

E já agora porque é que não pintam a parede toda de branco, ou com um leão, ou algo que represente o clube?! Simples, não?!

A SOPA vinga-se...

Pois é... Depois de anos, décadas... Diria centenários, a SOPA decidiu fazer-nos provar do nosso próprio veneno e agora estamos todos a saber o que é ser-se odiado e rejeitado todos os dias!
Ora a SOPA, acha que o comum dos mortais é um autêntico atentado à liberdade de expressão, que quem faz download ilegal está a praticar a censura (?!), já para não dizer que esse tipo de malta está a destruir a Internet!! Ficava aqui tão bem uma ordem de fornicanço para a SOPA...
Ora aqui fica um copy/paste de um artigo sobre a SOPA, que se pode zangar à vontade, que encontrei na Wikipedia, que (por sua vez) não gosta da SOPA (por isso, fuck off):


"Entre os opositores estão as principais empresas que atuam na Internet como o Facebook, Twitter, Google, Yahoo!, LinkedIn, Mozilla, Wikimedia, Zynga, Amazon, eBay, Reddit, 4chan e 9GAG. Também organizações de direitos humanos, como Repórteres Sem Fronteiras e Human Rights Watch. A empresa de registo de domínios Go Daddy inicialmente apoiou a proposta. O posicionamento atraiu a fúria de seus clientes, levando-a a reconsiderar o apoio. 
Membros da administração do presidente estadunidense Barack Obama fizeram um anúncio online no qual dizem que não apoiarão legislações que reduzam a liberdade de expressão, aumentem o risco da ciber-segurança ou enfraqueçam a dinâmica e a inovação na Internet global."


Mas isto já deu em merda:


"Primeiros atos do governo americano
Logo após o dia de protesto contra o SOPA que aconteceu em vários sites no dia 18 de janeiro de 2012, entre eles a Wikipédia, deixando-os indisponíveis, o governo americano iniciou a reação contra a pirataria na Internet fechando o site de compartilhamento de arquivos Megaupload. Segundo o júri estadunidense, o site, chamado por eles de "Mega Conspiracy" (Mega Conspiração), foi um dos principais responsáveis por mais de 500 milhões de dólares à indústria de entretenimento, ao facilitar o acesso aos filmes sem cumprir as regras dos direitos do autor vigentes no país. Eles também teriam movimentado 175 milhões de dólares em rendimentos criminosos. Outros 18 domínios que pertencem ao Megaupload receberam ordem para serem fechados pelo governo americano. O FBI prendeu o dono do site, Kim Dotcom, às vezes chamado de Kim Schmitz. Os EUA afirmaram que as violações aos copyrights eram "demasiadamente exageradas". O site foi fechado momentos após esse anúncio. Logo após a ação americana, o grupo ativista Anonymous, em retaliação à derrubada do Megaupload, anunciaram em sua página oficial que realizariam ataques a sites de empresas que apoiam o SOPA e do governo federal dos EUA. O grupo afirmou estar lutando pela "liberdade na Internet" e tirou do ar os sites do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, da Universal Music, empresa que apoia abertamente o SOPA, e da Associação da Indústria Fonográfica dos EUA. O assunto tomou as redes sociais em poucos momentos e os Anonymous afirmam que "99% da população" é contra o projeto."
Agora pergunto: quem realmente anda a provocar atentados?!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Nothing comes back...

And the smile you gave won't come back...
And the words you said won't come back...
And the good feelings you felt won't come back...
And the person he was won't come back...
And the life that was taken won't come back...
And the love you waisted won't come back...
And the love you refused won't come back...
And the friendship you losed won't come back...
And the opportunity you losed won't come back...
And the person I was won't come back...
And the happiness you refused won't come back...
And the what I wanted to be and you hated won't come back...


If you keep on thinking that you can do whatever you like without respecting others, you'll be the worst miserable person ever existing on earth...


Don't stay away from those who love you...
Don't refuse their love...
Don't hurt their feelings...
Don't kill their smile...
Make them as happy as they want you to be...
Make them smile...
Make them hope...


... Or one day you'll see that being selfish didn't took you anywhere, and nobody will give a damn if you're down in the gutter...

The awkward moment

When you waste your time writing three texts and then your internet goes down and you lose everything... Shall I say: FUCK?!

Aqui não se conduz mal!

O verdadeiro mal de muita gente é achar que a melhor maneira de se aprender a conduzir é ir para a confusão. Se calhar até é, mas o problema é que se pensa que confusão é Lisboa...

Confusão é algo, digamos, baralhado, com um certo grau de dificuldade. Em Lisboa não há dificuldade em compreender as estradas, mas há uma grande dificuldade em compreender os condutores. Há uns anos, estava sentada no carro de um familiar meu, da capital, que ia a conduzir em Viseu... Chegou uma rotunda e atirou com o carro para a frente, literalmente, ocupando quase as três faixas... Perguntei-lhe na altura que raio é que ele estava a fazer, se a conduzir ou a tentar matar-se, ele muito calmamente disse que se não fizesse aquele lindo serviço, não conseguia entrar na rotunda... Fiquei a olhar para ele, sem capacidade de lhe responder, de tão parva que estava por ir ao lado de uma pessoa que, de certeza, pensava que estava noutro planeta e não na cidade de Viseu onde anda tudo a 50km/h com medo de apanhar multa por ir com excesso de velocidade...

De facto, ter começado a conduzir em Lisboa mudou muito a minha perspectiva sobre a condução... Para pior, obviamente, em Lisboa até podemos ser bons condutores, mas não conseguimos por essa boa condução em prática, porque se o fizermos, andamos permanentemente com o pescoço na guilhotina...

Peço a alguém que explique aos lisboetas que não se pára a meio de uma rotunda para se dar a vez a quem está a tentar entrar, é que para além de ser chato para quem vem atrás do automobilista que pára, é uma situação que leva a que hajam acidentes... Já para não dizer que conduzir dentro dos limites de velocidade, com precaução, é algo que não faz parte do vocabulário alfacinha...

Aquele triângulo invertido que aparece pintado no alcatrão, não está ali para fins decorativos. O intuito é obrigar o condutor a CEDER PASSAGEM aos outros condutores... E já agora a tradução para STOP é: Somos Todos Obrigados a Parar, e não: Se Tiveres Oportunidade Passa... Ora aqui está algo de bom para ensinar aos taxistas...

Havia uma música sobre semáforos que eu ouvia quando era criança, na Austrália, era qualquer coisa do género: "Stop says the red light, go says the green, be careful says the yellow light, flashing in between", as coisas giras que se aprendiam COM MENOS DE CINCO ANOS na Austrália... Esta música era qualquer coisa de fantástico que se poderia ensinar nas escolas de condução da capital da "Troika"...

A CREL deita por terra tudo o que andamos a aprender na escola de condução. Essa coisa de se ultrapassar pela esquerda não passa de um mito. Ultrapassagens são feitas pela direita, de preferência à velocidade máxima que o 'bólide' pode atingir. Não vale abrandar, nem que esteja a chover a potes e uma ventania de merda que quase faz o carro levantar voo e ir fazer companhia à frota da TAP, além-nuvens.

AHH!! Outra coisa completamente, espantosamente, incrivelmente fantástica que já assisti na CREL: uma senhora a maquilhar-se, enquanto conduzia a uma velocidade superior a 100km/h... Caraças, não tive oportunidade de ver como ficou a obra final... Mas confesso, que fiquei com a impressão de que a tipa ficou pior que a Dolly Parton quando acaba de acordar!

The "Gasoile"

Uma coisa que eu não compreendo é a subida do combustível (vocês também não, eu sei)... Ainda esta semana vi uma notícia, já não me recordo se na SIC ou na RTP, em que no lead, poder-se-ia ler qualquer coisa engraçada do género: os consumidores queixam-se que o preço do combustível sobe mais depressa do que baixa... Ou qualquer coisa do género...

Ri-me, ri-me muito! Das duas uma, ou o jornalista estava maluco quando fez o lead, ou então, o problema somos nós portugueses que acreditamos no Pai Natal que anda acompanhado pelo Rodolfo.

O português já é queixinhas por natureza... O combustível subiu: "Ai meu Deus, que é o fim do mundo...", o combustível baixa: "Só dois cêntimos?! Este país é uma roubalheira!!". A malta tenta apaziguar os ânimos: "Ah e tal... Dois cêntimos é melhor que nada!!", o supostos entendidos na matéria que não percebem nada do assunto, respondem: "Tu sabes quanto é que a gasolina já aumentou em Portugal desde 1974?!". Queridos portugueses, no dia em que vocês se sentirem felizes com alguma coisa, avisem! Até lá, vou esperar sentadinha num sofá... Muito confortável... De preferência!

Neste momento o gasóleo já está quase a bater no euro e meio, agora digam lá com sinceridade, acham mesmo que o preço dos combustíveis vai baixar e voltar aos valores de antigamente e os tiranossauros das petrolíferas verem, com isso, os seus rendimentos a baixarem também?! Claro que não!!

A única pessoa que poderia pôr fim à roubalheira é um grandíssimo psicopata, que ainda bem que está preso lá nas Noruegas (na minha opinião devia ter tido o mesmo tratamento que o Timothy McVeigh), é o Anders Breivik... E tencionava rebentar com as refinarias da Galp no Porto e em Sines. Para alívio e segurança de todos nós, está preso.

Em Portugal existe a lei das prioridades e neste momento a prioridade é o IVA a 23%, a subida dos combustíveis, a redução dos dias de férias, o corte nos feriados, os subsídios se se cortam ou não, a meia-hora que cai ou não, o abono de família se se corta ou não... etc, etc, etc...

Ainda no outro dia, fui atestar o depósito (sim, sempre que vou à Repsol... fuck Galp lol... atesto o depósito... não porque goste daquela gente, mas, pelo cúmulo da preguiça... é que não me apetece andar parada todas as semanas ou de quinze em quinze dias num posto de abastecimento), o homenzinho estava a cobrar-me o balúrdio (-53€... ai, ai...) e fez-me a seguinte pergunta: "Não lhe custa dar este dinheiro todo pelo gasóleo?", à qual lhe respondi: "Custa... Mas custa-me ainda mais andar à pé...". É óbvio que vejo a subida dos combustíveis como uma autêntica afronta, até porque não sou rica e ver 53 euros a voarem-me da conta dói! E dói muito... Mas, não sou do tipo que reclame por se baixar apenas 2 cêntimos por litro, porque mais vale baixar 2 cêntimos do que não se baixar nada. E são estas pequenas coisas que me fazem acreditar e ir à luta, em vez de viver num marasmo de ócio, onde reclamar é superior ao fazer para mudar!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mais uma nota da autora...

Este blogue NÃO SE ENCONTRA escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico!!


Prefiro os meus próprios erros ortográficos, que adoptar os erros ortográficos dos outros...


Desde já, as minhas sinceras desculpas por algum transtorno visual que possa causar às pessoas que não saibam ler português de Portugal!!

Love Is All We Need...

Lembro-me de ouvir uma vez, há anos, a minha avó dizer que um candeeiro não ilumina dois corredores, nem um coração é fiel a dois amores... 


Existe, desde há muito, uma questão que levanta dúvidas, especialmente às mulheres que são peritas em amar desalmedamente como se não houvesse amanhã, que é a democracia sentimental no universo masculino.


Sempre se criou na sociedade o mito de que o homem é um ser desnaturado e desavergonhado, que troca de mulher como quem troca de camisa. Confesso que não defendo tal teoria, até porque não gosto de generalizações e de julgar tudo e todos pela mesma régua, ainda por cima sou péssima a tirar medidas... Uns são melhores que outros, outros são mais filhos da puta que outros, mas nenhum deles é igual, mesmo que, por vezes, quando toca a fazerem merda, possam ter alguns padrões parecidos...


O homem, ao contrário do que se pensa, é um ser de difícil compreensão. E até acrescento que as mulheres só são complicadas na presença de certas atitudes masculinas. Uma mulher precisa de perceber o que se passa à sua volta para poder aceitar os factos. E para haver essa percepção, tem de haver uma explicação e esta é uma atitude que encaixa tão bem num homem, como um pé número 42 encaixa num sapato número 36...


Um coração não é fiél a dois amores... Pois não! Um coração, pelo menos um normal (que não se encontra à venda nos supermercados), pode ter várias amizades, mas nunca dois amores... E que eu me lembre, não se conhecem muitas mulheres em Portugal que aceitem a bigamia...


A pergunta que se coloca, então, é porque é que os homens andam com uma mulher nos braços e outra na cabeça? Creio que a resposta seja mais simples do que se pensa, um homem raramente sabe o que quer (isto dito sem ser com um sentido pejorativo), daí avançarem para outra relação sem pensarem muito na que acabou, enquanto que, a mulher (que devia saber menos aquilo que quer para não andar sempre a acumular desilusões desnecessárias), que aplica os seus sentimentos tipo prego-a-fundo numa relação, demora mais tempo a aceitar que o seu amor se foi embora.


Um homem nunca gosta, vai gostando... Amar, também não ama, vai amando... Mas há uma coisa que os homens gostam: curtir! O flirt está-lhes no sangue! Daí muitos terem uma colecção interminável de mulheres "curtidas" como quem colecciona moedas de 1, 2 e 5 cêntimos porque não gosta de andar com elas na carteira. Com a mulher não é bem assim (aliás, com mil raios, com a mulher nunca nada é bem assim), a mulher não costuma gostar de andar aos encontrões (salvo seja, se se trata de uma camisola da Bershka em época de saldos)... Os flirts sempre foram algo de difícil compreensão, assim como "uma relação aberta" é algo que nos dá (secretamente, obviously) um profundo e merecido nojo... "aberta"?! Nós não partilhamos o nosso homem, nem pensar!! Daí ser um clássico obrigarmos os homens a escolhas, que é algo que eles abominam... Os homens raramente fazem escolhas, porque não gostam de se sentirem comprometidos e porque quando escolhem, escolhem mal!


Os homens terão sempre vários "amores", não sabem estar com uma mulher sem pensarem noutra. Em contrapartida, a mulher será sempre a ingénua na relação, vai amar incondicionalmente o homem que tem, sem olhar sequer para o lado para ver como anda a vida lá fora...


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Este é o mito em que vivemos!!! Mas, todas as moedas têm duas faces e há que abrir os olhos para as ver e destinguir!


Vamos então à outra realidade?! Porque é que será que os homens vivem para o flirt?! Se as mulheres fossem mesmo um poço de bondade, os homens não precisava de andarem metidos em flirts mais ou menos ranhosos...


Os homens sofrem de uma forma cruel, pois é uma verdade indiscutível que saltam de umas para as outras de uma forma, digamos, mais fácil que as mulheres (ou se não é mais fácil, enganam muito bem)...


O problema dos homens é que são inconscientemente vingativos quando são feridos no seu orgulho! O homem tem uma relação com a mulher A, uma dia esta passa-se sem motivo aparente e dá-lhe uma patada, quando o homem muda para a mulher B, esta leva com a frustração do que a mulher A lhe fez, e assim sucessivamente... Até ao dia em que aparece a mulher Z, que até pode ser a melhor do mundo e arredores, mas vai levar com as frustrações do abecedário inteiro!


É isto que faz deles uns filhos da puta! É serem magoados pelas mulheres que fazem com que em cada relação que tenham, sejam cada vez mais frios e distantes e por isso é que não gostam de compromissos e têm um coração democrático... E sejamos realistas, se por eles serem assim, são uns filhos da puta, o que somos nós quando os magoamos?! Sim, porque às vezes esquecemos que eles são humanos, tal como nós também feitos de carne e osso, dotados de sentimentos, que às vezes esquecemos de respeitar! 


O que realmente desejo às mulheres Z é que rezem a todos os santos que conhecem para encontrarem um homem que ainda esteja na posição de encontrar a mulher A, mas que o saiba respeitar e que se lembre todos os dias que quem a acompanha é um ser humano, que tal como ela, tem sentimentos e sangue a correr-lhe nas veias.


Afinal... Os homens não são todos uns cabrões... E se por algum motivo o forem... Lembrem-se que poderá ser por nossa culpa!




...




Confuso não?? Sei que não é um texto (devaneio) fácil de interpretar... Mas se puserem a mão à consciência é neste mundo que vivemos... E todos os dias conversamos e partilhamos o mesmo espaço com pessoas que sofrem as "patadas" do amor... Sejam elas mulheres ou homens!

Uma pequena nota da autora...

Já ando há algum tempo a ser espicaçada por algumas alminhas que acham que eu deveria ter um blogue, ou outra coisa qualquer, onde despejar os meus devaneios...


Toda a gente "Ah tal e coiso, porque escreves muita bem, deverias ter um blogue, 'tas a ver? Um espacinho para publicares os teus textos..." perréu-péu-péu pardais ao ninho. Confesso que nunca me apeteceu ter um blogue, aliás este picanço já tem anos... Mas porque estou a ficar velha (?!), solteirona (?!), com rugas de expressão vincadas (OH MEU DEUS!!!) e já começo a ficar cansada de escrever para as prateleiras e de falar para as paredes, decidi que hoje era o dia de criar o dito cujo espacinho que nem eu própria sei dizer se terá futuro e sucesso... Logo se verá!


Desde já, não me recomendo... É verdade... Até poderia dizer que sou do signo caranguejo, um amor portanto, que tenho 1mt e 72cm, sou morena, de olhos uns dias verdes outros castanhos (depende do ângulo solar) e que gosto de animais... Mas não... Eu não me recomendo... Sou uma pessoa com um grande défice de silêncio, quando a minha boca não fala, fala o meu cérebro!


Ainda não sei muito bem (será que alguma vez soube?!) o que vou postar (palavra altamente na moda criada, ou quase criada, pelo Zuckerberg que significa COLOCAR) neste blogue. A minha cabeça está em permanente funcionamento e não sabe o que são férias, feriados ou fins-de-semana, a minha imaginação atinge milhas a uma velocidade superior aos 140km/h que bato, normalmente, na CREL quando vou para o trabalho, imagino histórias, comento notícias, comento factos... Até imagino romances entre futebolistas (que fiquem descansados que esses textos escrevo-os para as prateleiras)... Creio que vou apostar e postar comentários sobre o dia-a-dia...


Espero que não se sintam defraudados com qualquer merda de opiniões que aqui possa "desabafar", lembrem-se que não passam de devaneios :)


Bem-hajam pela visita (isto sou eu a acreditar que esta merda de blogue vai mesmo ter visitas :D)!!!